quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Um pouco de Metafísica faz bem! ;)
Existe alguma diferença entre as sensações que experimentamos em sonhos lúcidos com as que vivemos quando estamos acordados?
“Quando penso com cuidado no assunto, não encontro uma única característica capaz de marcar a diferença entre o estado acordado e o sonho. Tanto eles se parecem, que fico completamente perplexo e não sei se estou sonhando nesse momento.”
(René Descartes)
“--- Jeppe vom Berge também acreditava ter sonhando que dormira na cama de um barão.
--- E quando estava na cama do barão achava que sua vida como pobre camponês não passava de um sonho. É por isso que Descartes acaba duvidando de tudo. Antes dele, muitos outros tinham chegado ao fim de suas observações filosóficas exatamente nesse ponto.
--- O que significa que eles não foram muito longe.
--- Descartes, porém, estabeleceu esse ponto como marco zero para a sua reflexão.”
(Jostein Gaarden – O Mundo de Sofia)
“--- Mas, Pretinha, digamos que isso tudo foi mesmo um sonho. Pare de lamber a pata, pois Mimi já a lavou hoje! O sonho foi meu ou do Rei Vermelho? Ele foi parte de meu sonho, mas fiz parte do sonho dele, também. Você, como esposa do rei Vermelho, saberá responder a isso? Largue a pata e responda!
Mas a gata fingiu que não escutara a pergunta e começou a lamber a outra pata!
Quem teria sonhado, afinal?”
(Lewis Carroll – Alice no Reino do Espelho)
Não estou falando sobre espúrias experiências místicas baseada em conjecturas espirituais. Sonho Lúcido é fato que foi levado a sério por filósofos como Descartes e Jung e até hoje é base de estudo de pessoas com aguçado senso crítico.
Leiam, a seguir, o texto de Cleber Monteiro Muniz.
Para quem ainda acha que isso é coisa de “Chicos Xaviers” ou “Paulos Coelhos”, vejam que o autor cursa especialização em Abordagem Junguiana pela COGEAE da PUC-SP, está desenvolvendo uma monografia sobre Experiências Oníricas Conscientes e é licenciado em geografia e história.
Mais detalhes sobre ele e muitos textos dele a serem deleitados estão na página: http://gballone.sites.uol.com.br/colab/cleber.html
Paralisia do Sonho e o Sonho Lucido.
Cleber Monteiro Muniz
Algumas pessoas relatam que, às vezes, sofrem uma paralisia corporal ao se deitarem para dormir. Afirmam que, deitadas, perdem os movimentos e a capacidade de falar, ficando com o corpo pesado e “duro”, preso à cama. Então, dizem, ouvem vozes, escutam passos, vêem estranhas cenas ou pessoas e de desesperam.
Como nossa cultura não é, infelizmente, amadurecida no campo onírico e nem tampouco para o contato com o mundo do inconsciente, não somos preparados para experiências desta natureza. Como resultado, não sabemos o que fazer quando caímos na paralisia do sono, sendo tomados pelo medo.
Alguns experimentam intenso terror, supondo que estão enlouquecendo ou prestes a morrer. Outros, supersticiosos, crêem que o “diabo” os persegue e até que os sufoca.
O medo se deve ao desconhecimento. Na verdade, a paralisia do sono corresponde a um estado não usual de consciência no qual atingimos lucidamente o limiar entre a vigília e o sonho. Em outras palavras: nossa consciência se encontra em um ponto limítrofe entre o mundo vígil e o mundo onírico.
Obviamente, não estou me referindo à narcolepsia ou a estados patológicos similares, nos quais a pessoa desfalece mantendo a consciência em situações arriscadas como durante o trabalho ou no trânsito. Refiro-me apenas à paralisia que algumas vezes enfrentamos durante estados de relaxamento profundo, logo após nos deitarmos ou acordarmos pela manhã.
Não devemos confundir a paralisia do sono, que é inofensiva, com narcolepsia, que é um distúrbio.
É importante diferenciar o patológico do inócuo. A inofensiva paralisia analisada aqui surge quando nos acomodamos para relaxar, dormir ou “tirar um cochilo”. Ocorre em situações facilitadoras do sono, podendo aparecer na fase inicial ou final deste. Não se impõe contra a nossa vontade em situações inadequadas ou de risco, como durante o ato de dirigir ou trabalhar.
Esse estado limítrofe nos oferece a oportunidade de experimentar um tipo especial d sonho: o sonho lúcido. Se, ao invés de nos deixarmos tomar pelo medo, soubermos aproveitar a situação de imobilidade para trabalhar com a imaginação, adentraremos conscientemente ao nosso mundo dos sonhos.
Durante a paralisia do sono, estamos às portas do nosso universo onírico. Em tal fase, podemos reverter o processo letárgico ou dar-lhe continuidade.Se nos aterrorizarmos ante a impossibilidade de movimento e as percepções alteradas, o reverteremos. Se nos mantivermos tranqüilos e permitirmos que o processo natural do sono tenha continuidade, teremos a experiência fantástica do sonho lúcido. É uma experiência cobiçada por muitos.
Nos sonhos normais, nunca percebemos que estamos sonhando. Sempre acreditamos estar acordados: fugimos dos perigos, nos preocupamos em resolver os problemas com os quais nos deparamos, tememos as reações das pessoas e animais com os quais estamos sonhando, etc.
No sonho lúcido, esta falta de discernimento não existe. O sonhador compreende que está sonhando e age de acordo com esta compreensão.
Durante a fase intermediária entre o sono e a vigília, começamos a ter percepções alteradas, os primeiros contatos imediatos com o mundo fantástico. Os nossos pensamentos adquirem alto grau de nitidez e podem ser vistos e ouvidos como se pertencessem ao mundo exterior. As vozes, sons, imagens e toques que percebemos são imaginais, isto é, são formas mentais. Não obstante, seu impacto realístico e nitidez (numinosidade) são intensos e espantam as pessoas que ainda não estão familiarizadas com isso. Nossos medos, desejos, anelos, frustrações, etc, se corporificam em imagens mentais cujas formas apresentam afinidade com o teor dos sentimentos que as geraram.
Aqueles que almejam a experiência do sonho lúcido procuram induzir a paralisia do sono por meio do relaxamento consciente. Ao atingi-la, saltam para o outro lado de suas existências.
Caso tenhamos interesse em aproveitar a paralisia corporal para obtermos uma experiência onírica consciente, podemos nos valer de um procedimento muito simples: uma vez atingida a imobilidade, projetamos uma imagem mental qualquer que nos agrade procurando vivenciá-la lucidamente, ou seja, nos empenhamos em interagir com a mesma sem perder a recordação de que é mental e onírica. Então, logo nos vemos dentro de um sonho lúcido.
Poderíamos dizer, em outros termos, que colaboramos conscientemente com o processo natural do sono-sonho ao invés de detê-lo pelo medo. Após o estado de paralisia corporal vem o estado de sonho propriamente dito. Se vivenciarmos lucidamente as imagens mentais que se formam nesta fase inicial do sonho, logo as mesmas se apresentam ante a nossa consciência como se fossem tridimensionais.
Fui procurado certa vez por um rapaz que era freqüentemente jogado na imobilidade contra a sua vontade. Havia apelado para médios, sacerdotes e orações para resolver o “problema”. Não obteve sucesso algum. A paralisia persistia contra todos os seus esforços e os de sua mãe em suprimi-la.
O jovem estava muito preocupado. Havia sido educado na religião cristã e acreditava que as trevas fossem povoadas por entidades infernais. Temia o ataque de algum demônio na escuridão da noite. Sua mãe estava, na época, tentando contatar um exorcista.
Imaginemos por um instante seu desespero: paralisado na cama, no escuro, ouvindo vozes estranhas com intenso impacto realístico e, ainda por cima, sentido-se prestes a ser atacado por um demônio sem poder mover-se ou fugir.
Instruí o rapaz a respeito da paralisia e indiquei-lhe alguns textos para leitura. Fizemos juntos uma análise de suas crenças religiosas, do teor das percepções alteradas que experimentava, da natureza dos sonhos, do mundo inconsciente e do que a paralisia significava em outras culturas diferentes daquela em que ele vivia. Ele logo ficou tranqüilizado e feliz. Começou a aproveitar a situação de imobilidade para ter sonhos lúcidos e, hoje, chega a se lamentar quando não a atinge. O “problema” se transformou em algo desejável ao encontrar seu sentido e seu curso.
A paralisia do sono perde seu caráter terrificante quando permitimos que cumpra sua função propiciadora de experiências transcendentes.
Muitas vezes, a paralisia do sono é denominada “pesadelo”, o que nem sempre é correto. Um pesadelo é um sonho terrível, com monstros, assassinatos, torturas, sangue, cadáveres, etc. A paralisia é a imobilidade do corpo, a incapacidade de mover-se e de se levantar. É acompanhada por alucinações e, às vezes, pro uma pseudo-asfixia.
A pessoa corretamente instruída a respeito das etapas de instalação dos estados oníricos pode reagir com naturalidade ante a imobilidade corporal, sem desespero. Foi esse o caso de um afeiçoado aos sonhos lúcidos que estudou comigo.
O rapaz estava deitado e profundamente relaxado. De repente, sentiu que não podia se mover ou falar:
“Eu tentava falar, mas a voz não saía. Tentava levantar, mas não conseguia. Eu vi que já estava começando a dormir”.
Havia atingido paralisia e algumas percepções alteradas o assaltaram:
“Ouvi o som de passos de alguém subindo pela escada. A pessoa chegou e abriu a porta sem virar a chave. Pensei: Eu tranquei a porta. Como a pessoa conseguiu abrir?”
“Depois eu ouvi, na sala, o som de um riacho, de água... Riacho dentro da minha sala? Que absurdo! Já são as cenas do sonho”...
Em seguida, voluntária e conscientemente, o estudante se imagina em pé, diante da porta. A imagem onírica da porta e de sua pessoa em pé se concretizam ante sua consciência. Ele está lá, frente à porta, vivenciando a cena com o mesmo impacto realístico que teria se pertencesse ao mundo vígil. Não obstante, sabia que seu corpo dormia e que experimentava um estado de realidade incomum:
“Como sabia que estava dormindo concluí que só podia estar dentro de um sonho e resolvi aproveitar para brincar”.
“Abri a porta e saí. Ao invés de descer a escada e ir para a rua, para fora, eu fui para o quintal. No quintal, sabendo que estava em um sonho tentei flutuar. Não consegui”.
“Tentei mais uma vez, não consegui de novo. Eu estava eufórico pela sensação de poder voar então resolvi me acalmar”.
Tentei, com toda a calma e lentidão, flutuar levemente e bem baixo. Consegui! Flutuei até a laje da minha casa. Olhei ao redor. Tudo estava igual. Olhei o céu: tinha nuvens e, mesmo assim, era um sonho! Eu sabia que estava dormindo”.
“Então, agora confiante, corri e dei um grande salto do alto da laje, sem medo. Comecei a subir com uma velocidade enorme! Um vento bem real começou a soprar contra o meu rosto, que nem quando a gente anda de carro rápido e põe a cara prá fora”.
“O vento começou a ficar cada vez mais forte e eu me assustei. Então acordei”.
Neste caso, a paralisia possuía um significado especial para o sonhador, que a via como um indicador de que o estado onírico se aproximava. Era o sinal de que iniciaria uma viagem através da noite, de que a hora de passear pelo mundo interior havia chegado.
Além do mundo usual da vigília há um outro mundo: o dos sonhos.É um mundo que pertence à dimensão do inconsciente, sendo constituído por imaginações espontâneas, anelos, desejos, recordações, traumas... Na fase da paralisia, estamos às portas desse estado de realidade incomum. As culturas antigas, primitivas e orientais desenvolveram, ao longo da história, métodos para colocar a consciência em contato direto e seguro com esse mundo misteriosos.
O mundo dos sonhos é real à sua própria maneira, infelizmente, nós, ocidentais modernos, somos ainda muito atrasados nesse campo. Preferimos evitar a espinhosa questão relacionada com a concretude da psique a encarar a crua realidade do mundo onírico.
Este texto foi extraído de: http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=21
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
inércia
Newton acertou em cheio. Sua lei pode ser aplicada à quase tudo na vida. Não é fácil resistir à inércia.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
WWF aponta Cuba como único país com desenvolvimento sustentável
Cuba é o único país do mundo com desenvolvimento sustentável, segundo o relatório bienal apresentado hoje pela organização WWF em Pequim, e que afirma que o ecossistema "está se degradando a um ritmo sem precedentes na história".
De acordo com o relatório, elaborado pela WWF a cada dois anos e que foi apresentado pela primeira vez na capital chinesa, se as coisas continuarem como estão, por volta de 2050 a humanidade precisaria consumir os recursos naturais e a energia equivalente a dois planetas Terra.
É um círculo vicioso: os países pobres produzem um dano per capita à natureza muito menor, mas, à medida que vão se desenvolvendo (exemplos de China e Índia), o índice vai aumentando a níveis insustentáveis pelo planeta.
A WWF elaborou em seu relatório um gráfico no qual sobrepõe duas variáveis: o índice de desenvolvimento humano (estabelecido pela ONU) e o "rastro ecológico", que indica a energia e recursos por pessoa consumidos em cada país.
Surpreendentemente, apenas Cuba tem nos dois casos níveis suficientes que permitem que o país seja considerado que "cumpre os critérios mínimos" para a sustentabilidade.
"Não significa, certamente, que Cuba seja um país perfeito, mas é o que cumpre as condições", disse à Efe, Jonathan Loh, um dos autores do estudo.
"Cuba alcança um bom nível de desenvolvimento, segundo a ONU, graças a seu alto nível de alfabetização e expectativa de vida bastante alta, enquanto seu rastro ecológico não é grande, por ser um país com baixo consumo de energia", acrescentou Loh, que apresentou o estudo em Pequim.
De fato, a região latino-americana em geral parece ser a que está mais perto da sustentabilidade, já que outros países como Brasil ou México estão perto dos mínimos necessários, frente à situação de regiões como África - com baixo consumo energético, mas muito subdesenvolvida - e Europa - onde ocorre o inverso.
"Não sei exatamente a que se deve este fato (a boa situação da América Latina), mas é possível perceber que é ali onde as pessoas parecem mais felizes, e talvez se deva ao maior equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente", disse o autor do estudo.
Apesar das boas vibrações transmitidas pelo bloco latino, a situação global mostrada pelo relatório da WWF é desanimadora. Por exemplo, o número de espécies de animais vertebrados caiu 30% nos últimos 33 anos.
O rastro deixado pelo homem é tamanho que "são consumidos recursos em tempo muito rápido, que impede a Terra de recuperá-los", disse o diretor-geral da WWF, James Leape, que também participou da apresentação do relatório em Pequim.
O "rastro ecológico" do homem, seu consumo de recursos, triplicou segundo a WWF entre 1961 e 2003, por isso o ser humano já pressiona o planeta 25% a mais do que o processo regenerativo natural da Terra pode suportar.
Além disso, há uma piora da situação, apesar de esforços como o Protocolo de Kioto. No relatório da WWF anterior, publicado em 2004, o impacto do homem ultrapassava em 21% a capacidade de regeneração do planeta.
O novo relatório da organização coloca na "lista negra" de países com alto consumo per capita de energia e recursos os Emirados Árabes Unidos, EUA, Finlândia, Canadá, Kuwait, Austrália, Estônia, Suécia, Nova Zelândia e Noruega.
O fato de o relatório ter sido apresentado na China mostra a importância que a WWF dá ao futuro da economia asiática, pois a forma como escolher se desenvolver "é fundamental para que o mundo avance rumo ao desenvolvimento sustentável".
Apesar de China ser o segundo maior emissor mundial de gases poluentes, devido à grande população seu "rastro ecológico" per capita é muito baixo em comparação aos países mais desenvolvidos, o que ocorre também no caso da Índia.
O especialista Jiang Yi, da universidade pequinesa de Tsinghua, disse no ato realizado em Pequim que uma das chaves para melhorar o consumo de recursos e energia na China é "desenvolver um sistema rural de equilíbrio energético" e investigar alternativas de calefação e ar condicionado para as casas chinesas.
Antonio Broto
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/10/24/ult1809u9627.jhtm
sábado, 20 de outubro de 2007
Os 3 Malandros In Concert - Bezerra, Moreira e Dicró (1995)

1. O Recital
2. Os Três Pagodeiros Do Rio
3. Ópera Do Morro
4. 3 Malandros In Concert
5. Ressuscita Ele
6. Chave De Cadeia
7. Malandro Não Vacila
8. O Político
9. Na Subida Do Morro
10. Dava Dois
11. Lugar Macabro
12. Jogando Com A Capeta
13. Rua Da Amargura
Baixe aqui:
http://d.turboupload.com/de/1683536/i2zzqqt664.html
Fonte:
http://capsuladacultura.com.br/blog/
Olhe aqui, Mr. Buster... *
Olhe aqui, Mr.Buster: está muito certo
Que o senhor tenha um apartamento em Park Avenue e uma casa em Beverly Hills.
Está muito certo que em seu apartamento de Park Avenue
O senhor tenha um caco de friso do Partenon, e no quintal de sua casa em Hollywood
Um poço de petróleo trabalhando de dia para lhe dar dinheiro e de noite para lhe dar insônia.
Está muito certo que em ambas as residências
O senhor tenha geladeiras gigantescas capazes de conservar o seu preconceito racial
Por muitos anos a vir, e vacuum-cleaners com mais chupo
Que um beijo de Marilyn Monroe, e máquinas de lavar
Capazes de apagar a mancha do seu desgosto de ter posto tanto dinheiro em vão na guerra da Coréia.
Está certo quem em sua mesa as torradas saltem nervosamente de torradeiras automáticas
E suas portas se abram com célula fotelétrica. Está muito certo
Que o Senhor tenha cinema em casa para os meninos verem filme de mocinho
Isto sem falar nos quatro aparelhos de televisão e na fabulosa hi-fi
Com auto-falantes espalhados por todos os andares, inclusive nos banheiros
Está muito certo que a Senhora Buster seja citada uma vez por mês por Elsa Maxwell
E tenha dois psiquiatras: um em Nova York, outro em Los Angeles, para as duas "estações" do ano.
Está tudo muito certo, Mr.Buster - o senhor ainda acabará governador do seu Estado
E sem dúvida presidente de muitas companhias e petróleo, aço e conciências enlatadas.
Mas me diga uma coisa, Mr.Buster
Me diga sinceramente uma coisa, Mr. Buster:
O senhor sabe lá o que é um choro de Pixinguinha?
O senhor sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal?
O senhor sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
filho...
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Africano é menos inteligente
Americano James Watson, co-descobridor da estrutura do DNA, dá declaração de cunho racista a jornal
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma entrevista do biólogo James Watson, 79, com declarações racistas anteontem a um jornal britânico atraiu uma enxurrada de críticas de cientistas, sociólogos, políticos e ativistas de direitos humanos.
Watson, ganhador do Prêmio Nobel por ter descoberto a estrutura do DNA juntamente com Francis Crick, em 1953, afirmou ao jornal britânico "The Sunday Times" que africanos são menos inteligentes do que ocidentais e, em razão disso, se declarou pessimista em relação ao futuro da África.
"Todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não", afirmou o cientista. "Pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade."
A declaração verbal foi apenas um jeito um pouco menos delicado de expor o que ele já havia escrito em seu recém-lançado livro "Avoid Boring People" (Evite Pessoas Chatas): "Não há razão firme para crer que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas evoluam de maneira idêntica. Nosso desejo de considerar poderes iguais de raciocínio como uma herança universal da humanidade não vai se prestar a isso."
Pessoas que apontaram erros na declaração de Watson afirmam que a reação ao cientista precisa ser contundente. O cientista chegou ontem a Londres para divulgar seu livro, e já foi recebido com críticas -teve uma palestra cancelada no Museu de Ciência de Londres.
"Isso é Watson no nível mais escandaloso", disse Steven Rose, fundador da Sociedade para Responsabilidade Social em Ciência do Reino Unido. "Ele já havia dito coisa parecida sobre mulheres, mas eu nunca o ouvira entrar no terreno do racismo. Se ele conhecesse literatura sobre o assunto, saberia que está totalmente enganado cientificamente, além de socialmente e politicamente."
Dono de opiniões polêmicas, Watson ganhou o apelido de "Honest Jim". Em seu livro "Genes, Girls and Gamow", Watson se declarou favorável a um tratamento genético para deixar mulheres feias mais bonitas. Em outra ocasião, defendeu o direito ao aborto, se as grávidas pudessem saber se a criança nasceria homossexual.
Entre os cientistas que reagiram de maneira mais dura contra Watson estão os próprios geneticistas.
"Definitivamente, isso não faz sentido nenhum e é totalmente estapafúrdio", disse à Folha Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais. "É uma falácia de autoridade. Ele não é especialista no estudo de evolução de populações humanas. Ele estuda biologia molecular pura."
Pena, cujo trabalho sobre populações brasileiras contribuiu em grande medida para derrubar o conceito biológico de raças humanas, afirma que a maioria das pessoas "não vai levar Watson a sério", mas que ele pode "inflamar os ânimos" daqueles que já são racistas.
Sobre a situação da África, Pena diz que nem sequer é uma questão de inteligência. "O Watson confunde uma situação histórica e social da África com uma situação biológica", disse. "O que acontece é que os africanos foram vítimas de uma colonização brutal por parte dos europeus." (RAFAEL GARCIA)
copiado por inteiro da FOLHA, nem é todo mundo que consegue ver lá, então ta aí...
desculpem o CTRL V, mas essa foi muito quente...
Ctrl+c Ctrl+v, mas é legal
Bom, fiz essa enrolação aí em cima porque achei duas coisas legais e fiquei com vontade de por aqui. Então, pra não enrolar, já vou meter os dois numa postagem só. O primeiro é um poeminha do Fernando Pessoa (puta merda, nao tem coisa mais clichê do que um poeminha do fernando pessoa) e o outro é um texto do Aldous Huxley:
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Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz
Ter por vida a sepultura.
(Fernando Pessoa)
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Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre, e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós. Os mártires penetram na arena de mãos dadas; mas são crucificados sozinhos. Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados em uma única autotranscendência; debalde. Por sua própria natureza, cada espírito em sua prisão corpórea, está condenado a sofrer e gozar em solidão. Sensações, sentimentos, concepções, fantasias -tudo isso são coisas privadas e, a não ser por meio de símbolos, e indiretamente, não podem ser transmitidas. Podemos acumular informações sobre experiências, mas nunca as próprias experiências. Da família à nação, cada grupo humano é uma sociedade de universos insulares.
(Aldous Huxley)
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
meu dia
Ééé, já não é mais assim, mas pq? e a criança que existe dentro de mim, será que ela não quer mais se manisfestar ou ela não pode mais aparecer? os dias parecem estar cada vez mais chatos e não é só culpa do calor, aliás, até onde vai esse calor?
Lembro-me dos tempos em que aniversário não era só uma data qualquer, mas aquela em que eu era a pessoa mais feliz do mundo e eu tinha o melhor dia do ano, amigos parentes bolos e presentes, como me divertia.
Acabo de completar 19 anos, tudo bem, não sou mais criança mas será que só por isso tenho que enfrentar a vida como meus pais, caramba, sou apenas um jovem adulto e porque não dizer que sou uma crinça madura, depende do ponto de vista. Não posso mais brincar na rua, nem tanto pela violência, aliás já cansei dela, mas parece que acham que não tenho mais idade pra isso(brincar com as crianças, vc tá loco muleque), que saudade de pular corda, brincar de amarelinha, esconde-esconde então nem se fala, já tenho muitos compromissos e muitas obrigações, não posso perder tempo né, já era pra estar na faculdade(nooossa, ontem mesmo estava no pré brincando de desenhe e pinte), mas quem disse que é isso que eu quero, quem que me perguntou o que eu quero da vida, como eu quero que seja meu futuro.
Pois bem, somos jovens e vivemos num mundo moderno né, tão moderno que quem manda em nós continua sendo nossos pais, como as coisas mudaram nos últimos trocentos anos não...
Talvez só queiram o melhor pra mim, mas não necessariamente fazer o melhor a mim.
Os simpsons (e muita gente) nos enganaram!
De fato existe uma força q provoca a deflexão da água para um lado no hemisfério sul e outro no hemisfério norte (a força de Coriolis, apresentada adiante), mas essa força é muito pequena, só agindo consideravelmente se a água estiver parada por muito tempo(horas e horas sem perturbações).
Ou seja amigão, a força da sua urina contra a água do vaso sanitário é mais de 1000 vezes mais forte que a força de Coriolis, portanto o rodamoinho pode se formar pra qualquer lado em qualquer hemisfério, nessas condições usuais (pias, tanques, privadas, etc).
Para maiores esclarecimentos a respeito da força de Coriolis, os experimentos realizados por um cientista desocupado pra desvendar esse mistério da humanidade e outras curiosidades:
http://www.dfn.if.usp.br/~rliguori/FEP2196/Mito%20do%20Vortice.pdf
terça-feira, 16 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
pensamento sobre o interruptor
Que merda. Quantas vezes você já não ouviu que as notícias do jornal são sempre as mesmas? Eu nem leio jornal. Tomar remédio sem água pra ajudar descer dá câncer. Queria fazer alguma coisa diferente esses tempos. Mas não tenho idéia do que. Já sei que no máximo vou pegar o violão agora. Cinco minutos. Música é legal. Mas não sou bom. Ouvir já tá bom demais.
O interruptor aqui do quarto tem dois botões. Um daqui de dentro. O outro lá de fora. Como eu tô aqui dentro, a luz tá acesa. A luz lá de fora tem que estar apagada. To vendo que os botões estão em posições diferentes. Então tá tudo certo.
será que é só com eles?
Ao ouvir usuários maiores de 18 anos, com acesso à Internet banda larga em seus computadores pessoais, a idéia da SupportSoft, uma companhia americana que desenvolve software para help desk, era conhecer melhor o público antes de entrar no mercado consumidor. Mas as respostas surpreenderam, ao mostrar que problemas com o computador podem desencadear fortes emoções e reações extremadas, considerou o gerente de marketing da companhia, Anthony Rodio.
Os entrevistados - que revelaram gastar em média 12 horas por mês lutando contra problemas em suas máquinas -, ao constatarem que o PC não está funcionando, admitiram ter vontade de arremessá-lo pela janela (19%), enquanto 9% se sentem sozinhos e abandonados. Outros 11% se descontrolam a ponto de recorrer a xingamentos, sendo que 7% o fazem aos gritos, 3% vão às lágrimas e outros 3% resolvem descontar sua raiva arremessando objetos inanimados, revelou a pesquisa.
Por outro lado, apenas 32% disseram reagir moderadamente, basicamente dando de ombros ao ocorrido.
Entre os entrevistados, 48% afirmaram preferir ajudar um amigo durante uma mudança do que lidar com um problema com o seu computador. E 30% revelaram que atualmente sentem mais frustração com suas máquinas do que há três anos.
Ao site The Inquirer, Rodio avaliou que o relacionamento de alguns usuários com o computador é tão anômalo quanto qualquer família de série de comédia na TV. "O computador é uma boa ferramenta, mas usá-lo não é o mesmo que o contato pessoal, cara-a-cara com o parceiro. Fechar o laptop pode ser bom, de vez em quando", sugeriu o executivo aos usuários que gastam mais tempo com o computador do que com seus pares de carne e osso.
Rodando
e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez". Rodando. É outubro e eu quero comer peru (ah se o Nor tivesse aqui). É dezembro e eu não quero ir pra casa da minha tia ver aquele monte de parente que eu só vejo em dezembro e ouvir a piada do pavê. É caranaval e eu quero ouvir Jazz (Rock n' Roll é muito manjado, né?). É novembro... o calor é grande... absurdo... insano, tem vestibular. Ah, pelo menos no meio do ano dá para prestar geografia. Rodando.
domingo, 14 de outubro de 2007
Vejam porque ele é uma farsa
na integra
http://youtube.com/watch?v=o0t2i5mv1cs - 1a parte
http://youtube.com/watch?v=30O47FolIbI&mode=related&search= - 2a parte
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Boa Idéia (Postagem 51, piada sem graça)
Nem todos gostam da fama. Tenho um amigo assim. O cara é tão obsessivo pelo anonimato que se pudesse desenhava um contorno no lugar da foto no RG. Razão pela qual vamos preservá-lo por aqui. Mas ao contrário da sua crença na invisibilidade, esse é um sujeito de idéias nítidas e fulminantes. Essa semana ele apareceu lá em casa - como sempre, sem avisar - e foi logo dizendo: "resolvi o problema do futebol". Antes que eu pudesse entender melhor a questão, ele decretou:
- É simples, é só acabar com os gols.
Não adiantava lhe enviar um olhar como se ele fosse louco, já estava acostumado com isso. "O problema é justamente esse: jogar pelo resultado. Tira-se o resultado e sobra o quê?" No meu rosto nada mais do que um ponto de interrogação. "O espetáculo, as jogadas, os dribles, enfim, o jogo em si." E sem ninguém a lhe impedir, concluiu: "Sem gol não tem retranca, não tem juiz ladrão, ou faltas violentas: tudo que é ruim no futebol."
Arrisquei perguntar como afinal se saberia quem iria vencer, mas ele já tinha a resposta na ponta da língua: "Não se saberia, aí é que está. O problema da vida é justamente esse, a busca de resultados. Em qualquer lugar, não só no futebol". O sujeito parecia febril, no lugar dos olhos, dois sóis ocupavam as cavidades oculares. "Veja o frescobol, alguém já brigou jogando frescobol?" Eu disse que nunca soube. Ele concluiu com veemência: "é porque ninguém ganha, ou melhor, ganham os dois que jogam". E antes que eu dissesse qualquer coisa veio a frase definitiva:
- Chega dessa política liberal que só enxerga os resultados: é preciso frescobolizar o mundo.
E foi saindo, assim, sem avisar, como havia chegado. Eu é que tirasse minhas próprias conclusões, ele não estava interessado em réplicas. Fui atrás, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: "Você está afiado hoje, hein?". Mas ele não deu bola, elogios nunca o seduziram.
Continuei procurando algo que o detivesse, só por teimosia. Então eu disse, num exercício de drama - aquele tipo de drama que fica a um milímetro da farsa: "Só falta explicar o sentido da vida."
Isso o deteve: John Wayne numa remota rua empoeirada, provocado por um pele vermelha. Tal qual os mocinhos fazem, ele esperou que eu sacasse a arma primeiro.
- De onde viemos? - perguntei.
Ele quase riu, pelo jeito era algo em que já havia pensado muito, então disse:
- Não interessa.
- Para onde vamos? - insisti.
- Também não.
E se mandou.
José Pedro Goulart
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1983114-EI8210,00.html
Tentativa frustrada
Se falar o que não querem ouvir, não vão me achar legal.
Se eu ficar calado, vão me ignorar.
Se eu gritar, vão rir e depois me chamar de bobo.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
oras bolas
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
CHE GUEVARA e os mimos da família Civita
A humanidade sempre gostou de animais de estimação, mas agora o costume virou moda. Pet shops tomam conta das cidades brasileiras e roupas, brinquedos e alimentos especiais para bichinhos disputam um mercado crescente. Escolas especiais pipocam por toda parte, sofisticando a pedagogia caseira de ensinar mascotes a sentar, dar a patinha ou buscar objetos atirados ao longe. Todos gostam dessas companhias domésticas. Fazem a alegria das crianças.
Há uma família em São Paulo que parece adorar mascotes. É um clã de origem italiana, aqui radicado há décadas. Não se sabe bem o porquê, mas alguns de seus membros exibem socialmente um inconfundível acento novaiorquino. Manias, quem sabe. Trata-se da turma dos Civita, gente boa, com negócios para os lados da marginal Pinheiros. Os Civita adoram mascotes. Têm vários. Um dos orgulhos de sua casa de negócios atende pelo nome de Diogo. Aliás, são dois os Diogos amestrados daquele – chamemos assim – lar da marginal. Vamos falar de um deles, o Diogo Schelp (tem o Mainardi, mas este fica para outra hora). O Schelp é um espécime reluzente. Dá a patinha, busca o que o dono mandar e não gosta do que os Civita não gostam. Coisa bonita de se ver. Diogo Schelp deve andar aí pela casa dos trinta anos. Tem futuro.
Cuba, Venezuela, MST etc.Os Civita detestam tudo que cheire a povo. Externam especial repulsa por coisas como Cuba, Venezuela, MST e quejandos. Quando precisam propalar aos quatro ventos seus desapreços, chamam um dos Diogos. "Vem, Diogo, vem". E Diogo – qualquer um deles – faz a alegria da família. "Vem, Diogo, vem, desce o chanfralho no Chávez, vem!". E lá vai Diogo, correndo, mostrar o serviço. Como toda boa família, os Civita têm sua sala de visitas, onde exibem tudo do bom e do melhor. A sala de visitas tem até nome. Chama-se Veja. Toda semana apresenta uma decoração nova, todas diferentes, mas iguais às anteriores, se é que dá para entender. Diogo é um fenômeno, dizíamos. É bom também não confundi-lo com Dioguinho, apelido de Diogo da Rocha Vieira, famoso bandido e salteador que aterrorizou os sertões da Mogiana, entre o final do século XIX e inícios do XX. Dioguinho era bandido de aluguel, que agia em troca de bom soldo. Diogo, o Schelp não aterroriza ninguém. Pois não é que depois de fazer das suas por várias vezes, exibindo língua solta contra a Venezuela e Cuba o Diogo resolveu voltar-se contra Che Guevara. Certamente fez isso depois de dar a patinha, rolar no tapete e pedir papinha, pois a vida não anda fácil.
Pérolas e olfatos - Diogo é uma graça. Ganhou uma capa – é capa da tal sala de visitas, a Veja – e mais um monte de espaço. Sua pérola chama-se "Che. Há quarenta anos morria o homem, nascia a farsa". A obra é hercúlea. Diogo contou com a ajuda de outro civitete de estimação, um serzinho chamado Duda Teixeira. Para fazer das suas, foram falar com vários cubanos que, segundo ambos, conviveram com Che Guevara. Não foram a Cuba, mas entrevistaram quatro que moram na mais reluzente cidade latino-americana, chamada Miami. Tem uma comunidade cubana lá que é do balacobaco. Ajudaram a eleger George e seu irmão Jeb Bush. Gente fina. Entre citações dos tais cubanos e sacadas próprias, a dupla DD (Diogo e Duda) saiu-se com estas:
"Che foi um ser desprezível". "Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro". "Sua vida foi uma seqüência de fracassos". Como a vida da dupla DD é uma seqüência de sucessos, eles podem dizer esta última frase de boca cheia. Certamente ambos vão revelar proximamente terem feito algo mais grandioso do que uma revolução nas barbas do império (desculpem o uso da expressão antiquada) ou de terem dado a vida defendendo o que pensam. O mais legal é a especialidade olfativa dos DD. Sabem de cada uma. Vejam esta:
"Che (...) não gostava de banho e tinha cheiro de rim fervido". Cheiro de rim fervido! Alguém sabe como é? Os DD, pelo visto, cultivam o salutar hábito de experimentar odores em busca de comparações espirituosas a pedido dos Civita. E tem mais. Como estão fazendo graça, dando a patinha e tal, os DD não se preocupam nem mesmo em dizer uma coisa no início da matéria e desdizer a mesma coisa linhas abaixo. Pois vejam só: Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro". Lá adiante, a dupla do barulho fala assim:
"Che também se tornou crítico feroz da União Soviética". Os Civita devem adorar. Os Civita gostam de dinheiro, poder e publicidade oficial, da qual suas revistas andam cheias. O governo deve gostar muito dos Civita e de seus mascotes, para dar esse ajutório todo. Mas deve haver uma hora que os DD cansam um pouco a família lá da marginal. Mesmo vivendo toda hora na sala e se exibindo para as visitas, há sempre um perigo maior. O de fazer xixi no tapete. Foi o que aconteceu agora. Graça demais não tem muita graça não.
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista da Carta Maior, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de "A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez" (Editora Fundação Perseu Abramo).
Fonte:
http://desabafopais.blogspot.com/
Utopia Gloriosa - Frei Betto com a palavra
É PROIBIDO SONHAR
No passado, o futuro era melhor. Ao menos para a minha geração, a dos que tinham 20 anos na década de 1960 (Cuba, Che, Vietnã, Bossa-Nova, Cinema Novo, Nouvelle Vague, Beatles, tropicalismo etc).
Com o que sonham os jovens de hoje? Minha geração sonhou com a mudança do Brasil (castrada pelo golpe militar de 1964) e do mundo (congelada pela queda do Muro de Berlim). A globocolonização neoliberal cuidou de privatizar, não apenas empresas públicas e estatais, mas também os sonhos. Os jovens já não sonham em escala nacional e planetária, exceto no que concerne à preservação da natureza. Sonham em escala individual e familiar: conforto, riqueza, beleza e poder.
Quem roubou os grandes sonhos? Por que o vocábulo ‘utopia’ desapareceu da linguagem corrente e é suspeito aos olhos dos intelectuais europeus?
Quem primeiro falou em utopia (do grego utopos, lugar nenhum) foi Hesíodo, poeta do século VIII a.C., em seu famoso texto "Os trabalhos e os dias". Evoca os homens que viviam como deuses, "sem preocupações em seus corações, protegidos da dor e da miséria." Ninguém envelhecia e, dotadas de "vigor incansável", as pessoas desfrutavam das "delícias dos banquetes". "Não conheciam o constrangimento e viviam em paz e abundância como os senhores de sua terra."
Hesíodo não nutria veleidades nostálgicas. Seu texto aproxima-se mais da literatura profética que da idílica. A era de ouro havia desaparecido porque os homens "não foram capazes de evitar a violência imprudente entre si e não queriam reverenciar os deuses." Agora, diz Hesíodo ao comparar a realidade ao sonho, não há "nenhum amor entre amigos ou irmãos, como no passado. Os contraventores saquearão as cidades uns dos outros e o poder fará a lei e o pudor desaparecerá."
A palavra ‘utopia’ foi cunhada por Thomas Morus em 1516, como título de seu mais conhecido livro. Essa idéia de que em tempos primordiais havia uma sociedade perfeita e que nos cabe, agora, resgatá-la, é mais acentuada nos filhos da tradição judaico-cristã. O mito bíblico do Paraíso isento de toda dor e pecado ecoa forte em nosso inconsciente. Aquilo que foi, será. Nem Marx logrou libertar-se do paradigma bíblico. Seu comunismo primitivo, imune à alienação e exploração, é a imagem de um passado refletido no futuro: a construção da sociedade comunista, onde haverá a adequação entre existência e essência do ser humano.
Em que ponto da Terra sobrevive a utopia que, no século XX, mobilizou milhões de militantes dispostos a dar a vida para que todos tivessem vida? O fundamentalismo islâmico não se compara ao ardor dos jovens revolucionários. Estes queriam mudar o mundo, não impor uma crença religiosa; buscavam implantar a justiça, não a predominância de uma fé; almejavam uma nova sociedade, não a hegemonia de uma religião; vislumbravam o êxito na derrubada do poder opressor, não na morte coroada pelo martírio.
O socialismo foi a grande utopia de minha geração. Sonhávamos com uma sociedade na qual ninguém estaria ameaçado pela fome, a guerra, a exploração, a discriminação e a marginalização. A Rússia foi a primeira a implantar, em 1917, o novo sistema esboçado na crítica de Marx e Engels ao capitalismo. Em 1949 o gigante chinês deu o mesmo passo.
Embora o socialismo tenha representado grandes avanços quanto aos direitos sociais, não tardaram a se repetirem as "desilusões de Hesíodo": crimes de Stalin, Revolução Cultural chinesa, imperialismo político, a ditadura do proletariado reduzida à ditadura dos dirigentes do partido único etc.
Hannah Arendt, militante da esquerda alemã, ao renegar suas idéias revolucionárias cometeu o equívoco de encarar o marxismo e o fascismo como diferentes versões do totalitarismo. Disseminou, pois, o pensamento antiutópico, hoje representado no Brasil pelo PSDB e pelo PT. Assim, cerrou o horizonte da esperança e reforçou o neoliberalismo.
Para os adeptos do antiutopismo, que já não crêem em sociedade pós-capitalista, há sim identificação entre este sistema e democracia. O capitalismo seria perverso em seus abusos, não em sua essência. Acreditam, portanto, em ser possível "humanizá-lo", sem atinarem para as conexões entre Wall Street e a Etiópia, o bem-estar dos países escandinavos e a presença significativa de seu capital e de suas empresas em países emergentes.
Sofre-se, hoje, de distopia, a utopia deteriorada, ceticismo, desencanto, que induzem muitos a se acomodarem tristes em seu canto. O que resta da esperança quando já não cremos em líderes, partidos, doutrinas e ideologias? O que resta quando, à nossa volta, se fecham todas as portas e janelas? Resta a amargura, o desalento, a repulsa ao poder. Esse o momento em que o sistema comemora a sua vitória sobre nós. Esvaziar-nos de utopia, neutralizar-nos, cooptar-nos, eis a tática daqueles que professam o dogma de que "fora do mercado não há salvação".
Quem não sonha com a utopia corre o sério risco de recorrer ao sonho químico das drogas, que sempre termina em pesadelo.
Frei Betto - frei dominicano, escritor e colunista da CarosAmigos
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Eram 4 garotos que como eu amavam os Beatles e a Gloriosa...
Isso foi numa sexta a noite, no domingo de manhão eles tinham um jogo. Jogaram e ganharam de 5 a 0.
Guevara, esportista apaixonado
Reza a lenda que, em agosto de 1961, o motorista do carro que conduziu Guevara à sua reunião secreta com o então presidente argentino, Arturo Frondizi, não sabia quem era o personagem que transportava, e tinha ordens de não lhe dirigir a palavra sobre política. Mas Guevara, que estava maquiado, perguntou-lhe no trajeto se ele sabia "como tinham se saído o CASI e o SIC". E que o motorista, assustado diante da situação e por não saber o que essas siglas estranhas significavam, respondeu: "Sou motorista, senhor, de política não sei nada, peço que me desculpe".
Reconstituições posteriores pareceriam indicar que esta situação jamais aconteceu, mas ela é ainda assim considerada possível porque Che não só havia sido jogador e jornalista de rúgbi mas também amou o xadrez, jogou futebol, tênis, golfe, pingue-pongue, basquete, beisebol, e praticou patinação, pesca, hipismo, tiro, alpinismo e remo; chegou a conquistar uma marca de 2,80m no salto com vara, em uma edição dos Jogos Universitários argentinos.
Em seu livro "Che, Periodista-Deportista, Pasión y Aventura", o jornalista argentino Hernán Santos Nicolini afirma que Guevara chegou a praticar 26 esportes. "Foi o esportista asmático mais célebre da história, ainda que sua notoriedade não proviesse nem do esporte e nem da asma", escreveu por sua vez o colega Ariel Scher, no livro "La Pátria Desportista", no qual dedica um capítulo inteiro ao Guevara esportista.
Foi exatamente a asma de "Ernestito" que levou sua família, de classe média confortável, a deixar Buenos Aires e se instalar em Alta Gracia, Córdoba, à procura de um clima mais amável. E em Alta Gracia, mais por necessidade, para que a asma não o consumisse, Ernestito começou a se dedicar à natação, um esporte que herdou de sua mãe Célia e que aprendeu com lições do campeão argentino de estilo borboleta, Carlos Espejo.
Não demorou muito para que começasse a praticar os saltos dos acrobatas de um circo japonês ao qual admirou em numerosas tardes de Alta Gracia, se interessasse pelo montanhismo nas serras de Córdoba e aprendesse golfe, porque vivia a poucos metros de um campo de jogo e havia feito grande amizade com os caddies, segundo contou uma vez Ernesto Guevara de la Serna, seu pai. A nova casa em Córdoba estava a metros de uma quadra de tênis, esporte que também aprendeu graças às lições da filha do zelador das quadras, ao mesmo tempo em que praticava boxe e pingue-pongue.
Argentino até a raiz dos cabelos, Ernestito se apaixonou pelo rei futebol, mas quis se diferenciar de seus amigos, que eram fãs dos populares Boca Juniors ou River Plate, e por isso escolheu o Rosário Central, em homenagem a Rosário, sua cidade natal, na província de Santa Fé. Seu jogador favorito era Ernesto "Chueco" García, apelidado de "o poeta da canhota". A asma o condenou ao posto de goleiro, que honrou em sua primeira grande viagem fora da Argentina, na companhia do inseparável amigo Alberto Granados, aquela jornada de iniciação relatada no filme "Diários de Motocicleta", do brasileiro Walter Salles, com o mexicano Gael García Bernal encarnando um jovem Guevara.
Che ganhou dinheiro, casa, comida e transporte até Iquique jogando futebol no norte do Chile; jogou também com os leprosos da cidade de San Pablo, no norte do Peru, e chegou a viver um momento glorioso em Letícia, Colômbia, quando agarrou um pênalti em uma final de campeonato, ainda que seu time, treinado por ele e Granados, terminasse perdendo o título.
Em Cuba ele é conhecido e celebrado como grande impulsor do xadrez, e muitos de seus companheiros de guerrilha o recordam, na serra, sempre equipado de fuzil e tabuleiro. "O xadrez", dizia Guevara, "é um passatempo, mas é também um educador do raciocínio, e os países que têm grandes equipes de enxadristas marcham também à frente do mundo em outras esferas mais importantes". Inaugurou torneios, competiu com seus colegas, jogou partidas simultâneas com grandes jogadores, como Victor Korchnoi, Mikhail Tal e Miguel Najdorf, e até se deu ao luxo de vencer o grande mestre nacional cubano Rogelio Ortega.
Mas, na Argentina, a figura de Guevara como esportista está vinculada sobretudo ao rúgbi. Ele aprendeu a jogar com seu amigo Granados em Córdoba e, quando a família retornou a Buenos Aires, entrou para o San Isidro Club (SIC), um dos clubes de rúgbi mais poderosos do país. No entanto, sua passagem pelo time durou pouco, porque seu pai exerceu influência junto ao presidente do clube para que o proibisse de jogar, por causa da asma e de advertências médicas de que poderia morrer em campo. Obstinado, Guevara continuou jogando por outros clubes, primeiro o Yporá e depois o Atalaya, nos quais se destacava pelo tackle duríssimo, o que lhe valeu o apelido de "Furibundo Serna", pelo sobrenome de sua mãe.
A lembrança de que ele foi também jogador de rúgbi provocou nos últimos dias alguns protestos entre os setores mais conservadores desse esporte, hoje mais popularizado, mas historicamente vinculado com as classes abastadas, que simplesmente detestam o Guevara comunista. Mas Che, que também foi cronista esportivo e correu atrás dos esportistas argentinos nos Jogos Pan-americanos do México em 1955, e cujo rosto aparece nas tatuagens célebres de Diego Maradona ou Mike Tyson, é hoje uma figura corrente nos campos de futebol, onde os torcedores costumam portar bandeiras e cartazes que mostram seu rosto.
Terra Magazine
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
ferrez
FERRÉZ
"Ele não terá homenagem póstuma se falhar. Pensa: "Como alguém usa no braço algo que dá pra comprar várias casas na quebrada?"
ELE ME olha, cumprimenta rápido e vai pra padaria. Acordou cedo, tratou de acordar o amigo que vai ser seu garupa e foi tomar café. A mãe já está na padaria também, pedindo dinheiro pra alguém pra tomar mais uma dose de cachaça. Ele finge não vê-la, toma seu café de um gole só e sai pra missão, que é como todos chamam fazer um assalto.
Se voltar com algo, seu filho, seus irmãos, sua mãe, sua tia, seu padrasto, todos vão gastar o dinheiro com ele, sem exigir de onde veio, sem nota fiscal, sem gerar impostos.
Quando o filho chora de fome, moral não vai ajudar. A selva de pedra criou suas leis, vidro escuro pra não ver dentro do carro, cada qual com sua vida, cada qual com seus problemas, sem tempo pra sentimentalismo. O menino no farol não consegue pedir dinheiro, o vidro escuro não deixa mostrar nada.
O motoboy tenta se afastar, desconfia, pois ele está com outro na garupa, lembra das 36 prestações que faltam pra quitar a moto, mas tem que arriscar e acelera, só tem 20 minutos pra entregar uma correspondência do outro lado da cidade, se atrasar a entrega, perde o serviço, se morrer no caminho, amanhã tem outro na vaga.
Quando passa pelos dois na moto, percebe que é da sua quebrada, dá um toque no acelerador e sai da reta, sabe que os caras estão pra fazer uma fita.
Enquanto isso, muitos em seus carros ouvem suas músicas, falam em seus celulares e pensam que estão vivos e num país legal.
Ele anda devagar entre os carros, o garupa está atento, se a missão falhar, não terá homenagem póstuma, deixará uma família destroçada, porque a sua já é, e não terá uma multidão triste por sua morte. Será apenas mais um coitado com capacete velho e um 38 enferrujado jogado no chão, atrapalhando o trânsito.
Teve infância, isso teve, tudo bem que sem nada demais, mas sua mãe o levava ao circo todos os anos, só parou depois que seu novo marido a proibiu de sair de casa. Ela começou a beber a mesma bebida que os programas de TV mostram nos seus comerciais, só que, neles, ninguém sofre por beber.
Teve educação, a mesma que todos da sua comunidade tiveram, quase nada que sirva pro século 21. A professora passava um monte de coisa na lousa -mas, pra que estudar se, pela nova lei do governo, todo mundo é aprovado?
Ainda menino, quando assistia às propagandas, entendia que ou você tem ou você não é nada, sabia que era melhor viver pouco como alguém do que morrer velho como ninguém.
Leu em algum lugar que São Paulo está ficando indefensável, mas não sabia o que queriam dizer, defesa de quem? Parece assunto de guerra. Não acreditava em heróis, isso não!
Nunca gostou do super-homem nem de nenhum desses caras americanos, preferia respeitar os malandros mais velhos que moravam no seu bairro, o exemplo é aquele ali e pronto.
Tomava tapa na cara do seu padrasto, tomava tapa na cara dos policiais, mas nunca deu tapa na cara de nenhuma das suas vítimas. Ou matava logo ou saía fora.
Era da seguinte opinião: nunca iria num programa de auditório se humilhar perante milhões de brasileiros, se equilibrando numa tábua pra ganhar o suficiente pra cobrir as dívidas, isso nunca faria, um homem de verdade não pode ser medido por isso.
Ele ganhou logo cedo um kit pobreza, mas sempre pensou que, apesar de morar perto do lixo, não fazia parte dele, não era lixo.
A hora estava se aproximando, tinha um braço ali vacilando. Se perguntava como alguém pode usar no braço algo que dá pra comprar várias casas na sua quebrada. Tantas pessoas que conheceu que trabalharam a vida inteira sendo babá de meninos mimados, fazendo a comida deles, cuidando da segurança e limpeza deles e, no final, ficaram velhas, morreram e nunca puderam fazer o mesmo por seus filhos!
Estava decidido, iria vender o relógio e ficaria de boa talvez por alguns meses. O cara pra quem venderia poderia usar o relógio e se sentir como o apresentador feliz que sempre está cercado de mulheres seminuas em seu programa.
Se o assalto não desse certo, talvez cadeira de rodas, prisão ou caixão, não teria como recorrer ao seguro nem teria segunda chance. O correria decidiu agir. Passou, parou, intimou, levou.
No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio.
Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes.
domingo, 7 de outubro de 2007
Rock em português de Portugal
2 CDs
A LENDA DO QUARTETO 1111 (1971) http://www.mediafire.com/?dyegtbzgktm
ONDE QUANDO COMO PORQUE CANTAMOS PESSOAS VIVAS (1974) http://www.mediafire.com/?d4tte01xczx
SENHA PARA DESCOMPACTAR: lagrimapsicodelica (serve pros 2)
sábado, 6 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
quem tem medo do diogo mainardi?
http://veja.abril.uol.com.br/idade/podcasts/mainardi/audios/260907.mp3
parece brincadeira
não da vontade de ser hugo chavez e proibir esse maluco de falar?
JESUS!
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Pensamentos quase póstumos, de Luciano Huck
Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio. Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.
Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: "Cansei". O Lobão canta: "Peidei".
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.Isso não está certo.
FONTE:
http://seispormeiaduzia.blogspot.com/2007/10/pensamentos-quase-pstumos-de-luciano.html
Não sei se essa é a carta de verdade, mas deve ser.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Tamborzinho Insano
Certeza que voces conhecem essa música, o tamborzinho dela é insano.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Se pa ele tá certo
O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, quer proibir a entrada do RBD no país. O líder político teme que os artistas possam ser uma má influência aos jovens venezuelanos.Hugo Chavez estaria planejando a aprovação de uma lei que filtra a entrada de determinados artistas internacionais no país, a partir de sua conduta no mundo artístico, segundo o site Fuxico.A última polêmica envolvendo o grupo foi a divulgação da prisão de Christian Chávez. O cantor foi flagrado comprando um cigarro de maconha em Nova Iorque.
http://cifraclub.terra.com.br/noticias/6327-presidente-hugo-chavez-quer-proibir-entrada-de-rbd-na-venezuela.html
domingo, 30 de setembro de 2007
[+] links: Ddeeeerrhhooooff
Com vocês, Deerhoof.
http://deerhoof.killrockstars.com/
http://www.myspace.com/deerhoof
http://www.taringa.net/posts/musica/130907/Discografia-Deerhoof.html
Até mais //
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Uma Dica
Reparem que ele tem um buscador (Search files) que pode ser muito útil, podemos achar CDs e Livros completos para baixar.
Eu sei que ler livro pelo PC é pregiça na linguiça, mas vou colocar o link do Manifesto Comunista, só 20 páginas.
http://www.4shared.com/file/16264053/5714d1d2/Karl_Marx_-_Manifesto_Comunista.html?s=1
Divirtam-se.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Saiu no Estadinho: Tucanada detona Sao Paulo
Curiosamente, foi nesse mesmo período que os tucanos governaram.
na íntegra:
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/456501-457000/456924/456924_1.html
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
biografia de um moleque
Foi pra escola cedo, a mãe e o pai precisavam trabalhar. Na escola sempre brincava com os amiguinhos. Tomava um suco no recreio, de caju ou maracujá. Via os mais velhos estourando a embalagem de outros sucos: eles terminavam, deixavam a embalagem estufada soprando pelo canudo, colocavam no chão, pisavam com toda a força, e o barulho de uma bomba soava no pátio da escola. Quis fazer igual. Não conseguiu. Ainda não tinha habilidade com as pernas, tampouco força nelas. Estudou sempre na mesma escola.
Agora um pouco mais velho, já conseguia estourar embalagens de suco, mas não tinha tanta graça. O moleque não levava mais suco de casa. Agora comprava lanche na cantina da escola. Irritava-se com o preço dos salgadinhos, não por que eram caros, mas porque era sempre um valor quebrado, e ele se embaralhava com o troco. Quando sua calça não tinha bolso, aí ele se irritava mais do que o normal, sua cabeça coçava.
Sua mãe resolveu colocá-lo numa escola de desenho, alegando que o moleque sempre gostou de rabiscar, desde que nasceu. O pai não pensou muito no assunto e fingiu achar uma ótima idéia. O moleque foi feliz à primeira aula. Estava mais contente com a caixa de lápis de cor nova. Era bonita, colorida, e havia um desenho de uma ave qualquer. O professor “parecia levar jeito com criança”, dizia a mãe ao pai. As aulas de desenho não duraram mais que um semestre. O professor se mudou. O moleque nunca mais o viu.
Na escola o moleque era mais ou menos. Às vezes não fazia lições, e sua mãe assinava um “bilhetinho” com cara feia. O pai era mais bravo, mas nem sempre ficava sabendo dos bilhetinhos enviados pela professora. As notas às vezes caíam, e o moleque pegava umas recuperações. Nada de mais.
Agora foi a vez do pai metê-lo em alguma coisa. Catecismo. O moleque achava um saco. Quando seu pai o perguntou se ele estava gostando, respondeu que mais ou menos. O pai riu. O moleque o olhou com cara de bobo, e então o pai se explicou. Disse que era assim mesmo, e que no futuro ele perceberia que foi bom. O moleque odiou essa resposta, e não falou mais nada sobre o assunto.
A casa do moleque está passando por uma reforma agora. No meio da confusão, ele pediu que seu quarto deixasse de ser azul. Ele foi atendido. Seu quarto agora era branco.
O moleque agora já era grande, e tanto o pai quanto a mãe concordaram em deixá-lo ir sozinho pra escola. O moleque já pedia isso há algum tempo. Ele não tinha amigos na vizinhança. Os poucos que tinha, eram da escola.
A rotina era praticamente a mesma. Só que agora ele ficava bêbado. Fumava às vezes. Tinha vontade de comer quase todas as meninas. O problema é que nenhuma delas queria dar pro moleque. Não que ele tenha tentado. Mas ele sabia que não. Isso a masturbação resolvia temporariamente. Temporariamente.
O moleque conhecia um cara na rua de baixo da sua casa que arranjava maconha. Algumas vezes chegou a pedir pro rapaz. Poucas vezes. Um companheiro de classe do moleque ficou sabendo desse esquema. Contou pros outros companheiros de classe, que pediram pro moleque trazer a maconha pra todo mundo. Ele não gostou muito da idéia, mas não discordou. Pronto. A droga já estava na mochila, como era pra todo mundo, era grande. Do tamanho de um limão. Era só entregar no dia seguinte pra cambada.
O moleque saiu de casa. Tinha ido comer alguma coisa na rua. Quando chegou encontrou sua mãe aos berros. Tinha fuçado na sua mochila. Nesse instante passavam mil coisas na cabeça do moleque. Se ele tentasse verbalizar o que sentia ao ouvir os gritos da sua mãe não conseguiria. A única coisa que ele tinha certeza de que estava sentindo era preguiça. Ele sabia que tinha se complicado. Queria fechar os olhos e dormir. Queria só isso naquele demorado instante. Não queria pensar no que ia acontecer com ele depois da maldita curiosidade da mãe. Simplesmente queria que passasse um ano em um minuto. Pra ele não passar por mais preguiça e sei lá o que. Na hora do desespero, contou que ia levar pros seus amigos. A mãe contou pra todas as outras mães.
Então seus companheiros de classe passaram a odiá-lo. Agora o moleque estava além de fudido em casa, com raiva. Raiva daqueles frouxos. O moleque se arrependeu sim, de ter dito a mãe que a maconha era pros seus amigos. Mas isso não bastava para controlar sua raiva.
Deitou. Dormiu.
DIOGO MAINARDI
Em uma declaração ao Jornal do Brasil, você disse o seguinte: "Se tiver escola e dinheiro, pobre se vira para buscar cultura. Se precisar, vai ver filme e comprar disco. Ele já pode ver filme na televisão porque tem gato, não paga conta de luz, não paga TV a cabo. Pobre se vira". Desta forma, porém, é o contribuinte que acaba bancando essa busca do pobre a cultura. Qual a sua opinião sobre isso (pirataria, direito de propriedade intelectual, direitos autorais)?
DM - Era uma blague. Quem banca a cultura são os impostos. No Brasil, toda a cultura é subsidiada e está sujeita, neste caso, à chantagem do governo e custa caríssimo. A gente acabou de ver uma série de reportagem sobre os novos financiamentos da Petrobrás no cinema nacional. É dinheiro jogado fora. Não tem que ser assim. O pobre se vira e o rico se vira. As pessoas devem ter a chance de buscar a cultura, se tiverem necessidade dela. Cada um vai buscar do jeito que puder. Não é só pobre que faz gato: o rico também faz gato e baixa material na Internet. As pessoas devem buscar o acesso à cultura que puderem.
Se uma empresa brasileira quiser investir em cultura, você é a favor de leis de incentivo para essa finalidade?
DM - Não. Não sou a favor de leis de incentivo. Eu acho que precisam existir empresas que saibam fazer filmes e obras culturais que dêem retorno financeiro ou de imagem para elas. A partir do momento que a gente conseguir fazer algo que dê um retorno de imagem e financeiro para as empresas, vai ser conveniente. Está cheio de gente que ama teatro, sinfonia e orquestra que pode manter uma orquestra sinfônica por vaidade ou retorno de imagem.
A gente já viu na imprensa a classe teatral e artística defendendo essas leis de incentivo. O que você diria para eles?
DM - É lógico que eles defendem, porque é o dinheiro deles. Eles ganham com isso. Não é surpreendente que eles defendam o próprio bolso. Eles não têm que dar opinião sobre isso. Eles são a parte interessada. É um conflito de interesse enorme. O artista não tem que ficar dando palpite sobre financiamento público, pois ele está recebendo.
No Manhattan Connection do dia 17 de junho você deixou bem claro que o ideal é "quanto menos governo melhor". Na sua opinião, quais áreas devem ter a participação do Estado? (Saúde, educação, justiça, segurança, economia). E quanto de participação deve existir, no caso?
DM - Na segurança, sem dúvida nenhuma. Eu acho que é uma função do Estado garantir a segurança para todos os cidadãos. O resto eu acho que pode ser misto. Uma forma de administração mista ou inteiramente privada.
O que você pensa sobre a vaia que Lula recebeu na abertura dos jogos Pan-americanos?
DM - Eu acho que existe uma divisão no país: uma grande fatia da população comprada que apóia Lula e uma minoria que sente algum tipo de aversão ao presidente Lula como nunca houve em relação a nenhum outro governo. E acho que essa minoria está mal representada pelos políticos de oposição e na imprensa. Acho que há uma demanda reprimida por vaias.
Agora leiam alguns comentários...
“Aff! :x saque só o nivel da mensagem de uma Lulista![um rapaz em cima aloprou o DM] a entrevista é muuito boa como todas as q ele participa! (: e por favor, apioar o Lula...quem pode ser capaz de assumir...ateh aceito vc gostar dele..mas ter coragem de dizer...lava a boca! aff :x”
[essa é muito boa]:
“Meu comentário é suspeito, pois admiro o Mainardi. Mainardi é uma enciclopédia. Deveria ter sido mais explorado pelo entrevistador.”
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
PSDB quer barrar ingresso da Venezuela no Mercosul
"Se depender do PSDB, a Venezuela de Chávez não terá o ingresso aprovado. Há, para isso, razões legais, políticas, econômicas e éticas", disse Virgílio na nota. "Em marcha batida rumo a um regime ditatorial, o governo de Chávez não preenche o requisito da cláusula democrática do Tratado do Mercosul ... E este não pode servir de palco para as diatribes de Chávez contra os Estados Unidos, que devem ser vistos como importante parceiro econômico", afirma o texto.
Na quinta-feira, Chávez acusou o Congresso brasileiro de atrasar a entrada do país na união aduaneira composta por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai por "submissão aos interesses dos Estados Unidos". Lula disse, em reunião com Chávez nesta quinta-feira em Manaus, que o Palácio do Planalto está trabalhando para obter a aprovação da adesão da Venezuela ao Mercosul e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que esse processo deve ser concluído até dezembro.
Em junho, Chávez criticou o Senado brasileiro por aprovar um requerimento pedindo a devolução da concessão do canal RCTV, que não foi renovada. Chávez revidou dizendo que o Senado brasileiro era "como um papagaio" do Congresso norte-americano.
Um mês depois, o presidente venezuelano afirmou que dava prazo de três meses para o Mercosul admitir o seu país na união aduaneira, o que foi rechaçado por críticos nos quatro países que compõem o bloco.
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1928242-EI7896,00.html
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Sasha novamente

Sasha, 9 anos, ganhou o primeiro sutiã de sua mãe Xuxa, 44. Ela contou isso à revista Contigo dessa semana para qual abriu seu diário.
» Xuxa dirige Sasha em ensaio para desfile
» Sasha faz sua estréia nas passarelas
"Minha mãe comprou meu primeiro sutiã", disse Sasha. A pequena pensa em três profissões para seu futuro: modelo, treinadora de golfinhos e pintora.
Sasha diz à revista que sua atriz preferida é sua mãe. "Em primeiro lugar, assim, lá em cima.... minha mãe. Depois vem a Ashley (Ashley Tisdale do High School Musical)."
Ela também conta quais coisas mais gosta na mãe. "Por fora: os olhos dela são as coisas mais lindas que têm, e a altura dela. Por dentro: é honesta comigo, me conta as coisas todas e brinca muito comigo. Eu gosto muito disso", disse._______________________________________________________________________________
Meu Deus...vamos fazer algumas observações:
- a menina quer ser treinadora de golfinhos...(!?)
- além de idolatrar uma pessoa do High School Musical (tá bom, ela é criança...), ela ostenta a XUXA lá em cima, assim. (e admira sua altura de girafa)
- "é honesta comigo, me conta as coisas todas e brinca muito comigo. Eu gosto muito disso" - imaginem só a XUXA contando : FILHINHA, TO GRAVANDO MAIS UM FILME IDIOTA PRA GANHAR DINHEIRO...
e só pra finalizar parabenizo o TERRA e a CONTIGO pela ótimo empenho jornalistico
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Gilberto Gil
Dias 1, 2 e 3
Despachou o ministro interino, Juca Ferreira. O ministro Gilberto Gil estava em Zambujeira do Mar (turnê européia) fazendo show dia 3.
Dias 4 e 5
Fim de semana.
Dias 6 e 7
Despachou o ministro interino, Juca Ferreira. O ministro Gilberto Gil estava fazendo shows em Marciac e Alcobaça (turnê européia), respectivamente.
Dias 8, 9 e 10
Despachos internos em Brasília. Esse tipo de definição genérica vai aparecer constantemente, reparem.
O ministro fez dois shows no RJ, dias 10 e 11.
Dias 11 e 12
Fim de semana.
Dia 13
O ministro passou o dia na Magueira (perdão). Seis atividades estão listadas, sendo três entrevistas e um depoimento. O tal despacho interno ocorreu lá mesmo, às 13.00h. Tem gente que costuma almoçar neste horário.
Dia 14
Despachos internos no RJ.
Dia 15
O ministro, ainda no Rio, participou da abertura do Seminário Saúde Mental (!) pela manhã, viajou a Brasília na hora do almoço, teve reunião à tarde com o presidente e viajou à noite para SP.
Assuntos muitos importantes a tratar em SP. Vocês sabem que o ministro deu dois shows na cidade, nos dias 16 e 17, não é?
Dia 16
Assinatura dos 82 Certificados do Prêmio Culturas Indígenas, no Hotel Emiliano, e evento sobre Audiovisual e Convergência Tecnológica - O Grande Negócio do Século XXI, na Bovespa.
Dia 17
Uma única reunião na FAAP sobre o Ano da França no Brasil.
Dias 18 e 19
Fim de semana.
Dia 20
Despachos internos em SP.
Dia 21
Despachos internos em SP e uma entrevista ao Guardian.
Dia 22
Despachos internos em SP e viagem a Brasília.
Dia 23
Hoje, agenda de um ministro: audiência pública, despachos internos e encontros com embaixadores.
Dia 24
Despachos internos em Brasília e viagem a SP.
Dias 25 e 26
Fim de semana.
Dia 27
Parece o caos aéreo: viagem Rio de Janeiro – Florianópolis - Pomerode, evento na cidade, coletiva de imprensa, viagem Pomerode – Curitiba -- BH.
Dia 28
Lançamento TEIA 2007, encontro dom o prefeito de Mariana e viagem BH – SP.
Dia 29
Encontro com diretor do Sesc, com o presidente do Instituto Kos Inclusão Digital, despachos internos, lançamento da série DOCTV Ibero-américa, posse da representante regional do MinC em SP, viagem a Brasília.
Dia 30
Reunião Ministerial e viagem Brasília – RJ.
Dia 31
Última sexta-feira do mês, apenas um reunião às 10h30.
Por fim, nunca é demais lembrar que os servidores do Ministério da Cultura estão em greve.
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no minimo copiado e colado
http://pornbookclub.blogspot.com/
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
Elegia 1938
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
CARLINHOS
+ bandas bacanas
http://www.mediafire.com/download.php?7yegz1uxzlw
João Ninguém
http://www.joaoninguem.mus.br/cd.htm
dá pra ouvir as músicas no site.
sábado, 15 de setembro de 2007
Depois de muito implorarem...BRUDÃO
Bem vindo a sua vida.
Conheça sua mãe, e o cara vestido de branco.
Pare de chorar, já não basta o idiota ao seu lado.
Hoje é seu primeiro dia na escola, descubra que você é diferente.
Respire fundo.
No ginásio é assim mesmo, a gente beija na boca e arruma brigas.
Bem vindo ao colegial adolescente.
Os pais da sua namorada te olham estranho, te odeiam.
Os pais da sua namorada te adoram, compraram um presente pra você.
Você não tem mais namorada.
Pisque os olhos.
Parabéns você está na faculdade.
Cuidado com as drogas. Sério.
Lave o rosto.
Nada como acordar ao lado dessa pessoa e ir para o trabalho.
Não esqueça a aliança na pia.
Ser demitido é normal, visite seus filhos aos sábados.
Você não é jovem, ninguém fica ao seu lado por mais de 15 minutos.
Sente e espere, agora é só morrer.
Você morreu.
Feche os olhos."
(Autor Desconhecido)hehe
Esse texto eu vi uma vez em um orkut...nem sei de quem é
hahaha
Bjos
Brudão...solução.
Saiu na Folhona...
Se nao bastasse a manobra do prefeito e da empresa, outro fato merece destaque: para garantir o exito no racionamento, as merendeiras que "economizam" comida recebem prêmios. Segundo a reportagem "nove cozinheiras relataram práticas como entregar a maçã aos alunos pela metade; esmiuçar pedaços de frango misturados a legumes que não estavam previstos no cardápio --para a refeição render mais; e acrescentar bastante água ao molho de tomate." As nobres senhoras ganhavam um bonus de R$40,00 mensais pela atividade.
Será que até comida agora é uma UtopiaGloriosa?
na íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u327709.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u327418.shtml
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
nunca sei o que por no título
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bandinhas legais...
MUTANDINA : http://www.magnatune.com/artists/albums/mutandina-1/hifi_play
bandinha argentina... da pra ouvir no site...bacana. (dá pra comprar o CD pelo site também hehehe)
MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU : http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/musica/cd_idem/index.php
eles deixam fazer o download das músicas no site...
FÁBRICA DE ANIMAIS : http://br.youtube.com/watch?v=uMdqINz8IC8
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
legal
Jorge Cardoso
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Picanha da classe média
Fiquei impactado com essas revelações luminosas, mas não perdi a fome (afinal, ninguém é de ferro, nem a elite e muito menos o povo). Fui a um restaurante e pedi uma picanha. Ela veio no ponto, rosadinha e macia. Agradeci à classe média por essa maravilha. Quantos dias de trabalho deve ter custado a essas senhoras e senhores respeitáveis, cidadãos cumpridores de seus deveres, fazer uma picanha como essa? Tem que cuidar da vaca, do bezerrinho dela, dando ração todo dia, curando suas doenças até virar novilho, tudo isso pisando em bosta de boi, sem esquecer aquele cheiro de curral. Depois, matar o boi etc. etc., até extrair a maravilhosa picanha. Enquanto isso, o povo ó!, só no Bolsa Família.
Aí, peguei meu carro para ir para casa. E agradeci de novo à classe média laboriosa pelo petróleo que ela produz generosamente. (Não, não são os petroleiros, você precisa ler mais a Veja.) E pelo seu ingente trabalho de plantar cana, fazer álcool, para misturar na gasolina. Agradeci pelo carro também, porque quem senão ela faz o carro? E assim fui pensando em tudo de bom que a classe média produz, meus sapatos, as roupas, meu chapéu (eu uso chapéu quando faz frio!); em tudo que ela constrói, os prédios, as ruas, as estradas. E tudo o mais: telefone celular, televisão, computador, Internet... Percebo que Adam Smith, Ricardo e Karl Marx enganaram-se redondamente em dizer que o valor vem do trabalho. Ele vem é da classe média!
E acabei pasmo, pensando em como é difícil para a classe média (elite) ter de carregar nas costas esses milhões de operários, técnicos, cientistas, trabalhadores na agricultura, bóias-frias, camponeses sem terra, índios, esses vagabundos! Ainda bem que ela consegue se distrair nos shopping centers, cinemas, na televisão a cabo, no Orkut (que ela fez), matar a saudade da Disney comendo sanduíche do Mcdonalds (que a classe média americana fez).
Oh, meu Deus, que peso! Não é de estranhar que esteja tão cansada! Por que o governo não cria também uma Bolsa Classe Média?
Carlos Azevedo
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
João e Maria
procurei, e nada...
só achei fel no lugar do amargo
e tantos outros, no lugar de João.
talvez Maria tenha ído embora
talvez João tenha ído embora
será que foram pro amargo?
e se eles estão dizendo "fel"?
- aí então, to indo deitar.
queria nascer João
queria que todos vocês...
nascessem João e Maria
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
pedra mole em pedra dura...
Boa Campeão
D7
Esse é o me garoto
G7
Vai la filhão,
D7
Mostra pra eles
G7
Vou te ensinar a ser homem
D7
Engole o choro
E7 A7
Se passar na faculdade ganha um carro
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
LALALALALA
sábado, 18 de agosto de 2007
JOHN
terça-feira, 14 de agosto de 2007
escrevendo simples..
"Você teria preferido frequentar uma merda duma escola elementar como todos esses putos desses meninos? Jogar videogame em algum porão fedorento de classe média? Uma cidadezinha suburbana pra caralho com dezenas de shoppings iguais? O colegial, a faculdade, um curso de administração ou ciência política? E então um emprego, um plano de previdência privada, aí você se casa com uma recepcionista porque ela ri e chupa direitinho? Aí você está com trinta e cinco anos e agora nada de boquete da patroa, vocês com dois filhos chorando e pedindo videogames, tênis, e sua alma parece um tomate largado numa varanda quente, mas, espere...você tem uns filmes de sacanagem no closet, uma porra dum carro novo e o supermercado é logo ali na esquina! Então...ê vidão! E só restam cinquenta e cinco anos, isso se você se cuidar, não fumar, não beber, não comer comidas gostosas, e então vai poder morar na Flórida numa bela casa branca, com empregados guatemaltecos regando seu gramado. Vai nessa."
teco duma peça de teattro de Denis Lehane...




