sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pra quem tinha dúvidas: Não, o Google não sabe tudão.

Quinta feira, 24 de abril: Sentei-me para fazer um trabalho que por acaso eu tinha que entregar e apresentar no dia seguinte. O tema? mecanismos de contração e expansão.
Estava tranquilo pois achei que o Google iria resolver essa, depois eu iria dar aquela estudada pra apresentação e pronto, resolvido.
Porem, o Google nao encontrou porcaria nenhuma, tivemos que escanear toda a apostila (bem nas coxas) e, obviamente, nos fodemos legal no trabalho.

Ao contrario do que todo mundo pensa, principalmente Zé e Dézao que afirmam que o google sabe tudo, o Google é como a tecnologia desses aparelhos modernos: é bom, legal, interessante, mas NUNCA funciona quando voce precisa dele.


ass:Moleza

Ps: eu sempre falei que o Cadê humilha o Google.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Black é o Axé da gringa.......ou o Funk

Vejam só se há uma semelhança entre as letras da chamada música black com nosso axé ou nosso funk.
Vale lembrar que trata-se aqui da música black da moda.....aquela que passa o dia todo na MTv, na novela malhação etc.
São algumas letras escritas para a vocalista Fergie (aquela do Black Eyed Peas ):

Fergalicious

Definição Fergaliciosa faz os garotos ficarem loucos
Eles querem meus tesouros e ficam curtindo ver minhas fotos
Você pode me ver (você pode me apertar)
Eu não sou fácil (eu não sou vagabunda)
Eu tenho razões para provocar, esses garotos apenas vêm e vão como estações do ano
Fergaliciosa (tão deliciosa)
Mas eu não sou safada
E se você tinha suas dúvidas, toda essa m*rda é caô
Eu mando beijos que deixam os caras doidinhos
E eles se juntam na rua, só pra me ver passando

[Refrão]
É tão delicioso (que gata)
Tão delicioso
Eu deixo os caras loucos
É tão delicioso
Eles querem experimentar o que eu tenho
Eu sou Fergaliciosa, g-g-g-gostosaa

Hey Mama

Hey, mina, este é o lance que faz você curtir, mina?
Vá para a pista e mexa a sua bunda, mina
Nós explodimos, explodimos pra valer com este som

Lindinha, faça valer o seu rebolado
Agite essa coisa como uma cidade de pecado
Hey Shorty, eu sei que você queria festeja e
o jeito do seu corpo faz com que eu me sinta realmente muito
mau
Lindinha, faça valer o seu rebolado
Agite essa coisa como uma cidade de pecado
Hey Shorty, sei que você queria festejar
O jeito do seu corpo faz com que eu me sinta realmente muito
mau.

I Got It From My Mama

Garota, onde você arranjou esse corpo?
Me diga onde você consegui esse corpo.
Garota, onde você arranjou esse corpo?
Me diga onde você consegui esses melões.
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei, herdei, herdei, herdei...

Garota, onde você arranjou esse corpo?
Me diga onde você consegui esse corpo.
Garota, onde você arranjou esse corpo?
Me diga onde você consegui esses melões.
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei, herdei

Gata com boa aparência da cabeça aos pés.
Excesso de beleza, corpo fora de controle.
Ela tem vinte e quatro anos, podia ser uma modelo.
Tão bonita, e tudo natural.
A mamãe com boa aparência da cabeça aos pés.
Ela tem quarenta e quatro anos, mas ainda é uma beleza.
E você pode dizer à filha mesmo ela não estando na idade da mãe
Porque a mãe dela parece ser sexy, guardando todo aquele calor.
Então seja uma boa menina e agradeça à sua mãe.
Ela me faz ferver como uma sauna.
Olha só, olha só, ela tá vindo agora.
Olha só, olha só, aí vem ela.

Garota, onde você arranjou esse corpo?
Me diga onde você consegui esse corpo.
Garota, onde você arranjou esses melões?
Me diga onde você consegui esses melões.
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei da minha mãe
Eu o herdei, herdei, herdei, herdei...

......e assim vai....

A volta do malandro.....

Um pulo, um ímpeto

Um susto trôpego

Idéia anárquica

Faltou-me fôlego


Erguendo um cálice

Bebida gélida

Alegria súbita

Posterior náufrago


Absorvendo líquido

Solvendo fígado

Em transe etílico

Pensou ser lógico

top 10

sábado, 19 de abril de 2008

Plágio

Dick Dale & The Del Tones "Misirlou" 1963



Black Eyed Peas - Pump It



Acho que não é plágio, eles só usam o pedeço da música do Dick Dale, se pa eles tem autorização. A original é bem legal e é clássica, mas acho que quase ninguem que curte o Black Eyed Peas conhece a original.

domingo, 13 de abril de 2008

"Além disso, ele era casado com a Madonna"

Deputado argentino quer censurar 'Os Simpsons'

O deputado argentino Lorenzo Pepe pediu a proibição de um episódio da famosa série animada Os Simpsons em que um dos personagens chama de "ditador" o presidente Juan Domingo Perón (1946-52, 1952-55 e 1973-74), informou a imprensa local.

Pepe, legislador pelo Partido Justicialista, pediu ao Comitê Federal de Radiodifusão (COMFER) que evite a difusão desse capítulo no país. No episódio, não só se afirma que Perón era um ditador como se comenta que, durante seu governo, as pessoas "desapareciam".

"Realmente gostaria de uma ditadura militar como a de Juan Perón. Quando você desaparecia, permanecia desaparecido", conversam os personagens Carl e Lenny, durante o polêmico episódio.

Lenny termina o diálogo com a incrível afirmação: "Além disso, ele era casado com a Madonna", em referência à superprodução de Hollywood "Evita", em que a cantora interpretou a mulher de Perón.

Os Simpsons está há 18 anos no ar. O programa conta a vida da família formada por Homer, sua esposa Marge e os filhos Bart, Lisa e Maggie.

sábado, 12 de abril de 2008

TOP 10

Nova lista, feita pela revista Molezzing Stone:


1- ALUCINAÇAO - Belchior
2- Vamo Batê Lata - Paralamas do Sucesso
3- Sggt Peppers Lonelly hearts Club Band - The Beatles
4- Construção - Chico Buarque de Hollanda
5- The Queen is Dead - The Smiths
6- Nevermind - Nirvana
7- Led Zeppelin IV - Led Zeppelin
8- The Dark Side of the Moon - Pink Floyd
9 - The Velvet Underground and Nico - The Velvet Underground
10- Classicos dos anos 90 - Moleza e Dezao do Carrossel M (coletânea)

top 5

A revista Desaolling Stones elege os 5 maiores álbuns de todos os tempos.

1. Alucinação - Belchior
2. Magical Mistery Tour - Beatles
3. The Dark Side of The Moon - Pink Floyd
4. Gilberto Gil - Gilberto Gil (1968)
5. Incredible Jazz Guitar - Wes Montgomery

sexta-feira, 11 de abril de 2008

sem título

Claudio Leal
A morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, ela morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina.
Há indícios de que ela tenha sido assassinada. Esse é o enredo central. O resto, segundo o antropólogo Roberto Albergaria, é a construção de uma novela "trágica" e "doentia".
Doutor em Antropologia pela Universidade de Paris VII e professor da Universidade Federal da Bahia, Albergaria critica os exageros da cobertura midiática e aponta uma abordagem "classista" e "racialista" do crime. "Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética", afirma.
- Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés "comunicacionista" ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana.
O surgimento de reviravoltas, vídeos da menina, sangue nas camisas, testemunhas surpreendentes (o garçom do bar em que a tia de Isabella estava no dia da morte), os parentes, os vizinhos (personagens fatais na obra de Nelson Rodrigues), compõem o painel da novela. Para Albergaria, a mídia transformou o crime "em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas".
- O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo... E, sobretudo, o "comunicacionismo", uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.
O antropólogo exerga outra distorção: ajudada pelo mistério, a novela em que se transformou o caso Isabella vale mais do que os fatos, e tira do debate público temas mais relevantes.
- A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato - analisa Albergaria.
A seguir, a íntegra da entrevista.
Terra Magazine - Como o senhor analisa a cobertura do caso Isabella na mídia? Os vizinhos, a tia, a roupa, o sangue, os vídeos... Há um lado doentio nesse interesse minimalista?
Roberto Albergaria - Há, sim. Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés "comunicacionista" ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana. É você transformar um fato, evidentemente grave, em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas. Até que apareça outro. Não é uma questão puramente brasileira. É como aconteceu na Europa com o caso Madeleine. Por que essa menina foi escolhida como a bola da vez, a coitadinha da vez? Primeiro, porque já havia o modelo europeu. O caso Madeleine é alimentado por jornais sensacionalistas ingleses. Houve até recompensas. Segundo, ela é, digamos assim, "a vítima ideal". Porque há um viés classista.
Por que classista?
Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética. Se ela fosse muito feia, se ela fosse um pequeno "canhão", não daria. As revistas semanais escolheram as fotos mais fotogênicas pra ressaltar isso.
E não é um caso, aparentemente, para um Sherlock Holmes...
É isso. Não existe mais muita diferença entre o jornalismo e a ficção, entre a novela e o jornal das 20h. O tratamento dado a um fato verdadeiro é o mesmo dado a um fato novelesco. Vão fazer render esta novela com todos os ingredientes possíveis. Aí entra o que eu chamei de viés classista. Ela é uma menina de classe média, branquinha. Na maioria dos Estados brasileiros, sobretudo aqui na Bahia, onde você tem uma maioria negro-mestiça, uma menina branca vale mais do que uma menina negra. Do ponto de vista dos Estados nordestinos, há esse lado racialista. A mídia dá um centímetro para as meninas negras que morrem.
Há muitas mortes de crianças na epidemia de dengue no Rio.
São geralmente crianças pobres. A mídia pega um caso de pobre e dois de ricos. Mas, no Rio de Janeiro, não há o elemento do mistério. Há a política. O que as pessoas querem é o filtro do mistério, da novela, da descoberta... Pra você entender esse caso, há um concurso de causas e circunstâncias. É um infanticídio. Na sociedade ocidental, o infanticídio é um pecado, uma falta muito forte. A possibilidade de ela ter sido morta por um dos pais é também um elemento de grande emoção para o público telespectador caseiro. Hoje se dá muito valor às crianças. Antigamente ela não era importante.
Quando é que nasce a valorização da infância?
Nasce no século XVIII, com o mundo burguês. A criança se tornou o menino-rei, o núcleo simbólico da família nuclear burguesa. Antes, nas famílias aristocráticas, nas famílias pobres, você tinha unidades familiares com vários filhos. A perda de um filho era a perda de um único filho, não fazia tanta falta quanto iria fazer no mundo burguês, que tem no filho o futuro daquela unidade familiar. Além disso, eram poucos os filhos. Agora, há o filho único. Então, há esse viés infantilista, ou juvenicista, que tem a ver com a própria cultura contemporânea. O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo - e o medo, o assombro, a tragédia do infanticídio. E, sobretudo, o "comunicacionismo", uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.
Qual é o grau de envolvimento dos jornalistas com essas tragédias?
O jornalismo passa a se envolver, no Brasil ainda pouco. Os jornais sensacionalistas ingleses chegaram a oferecer recompensas milionárias no caso Madeleine. É como se o jornalismo fosse parte dessa novela, parte integrante das investigações, das denúncias. Sobretudo na definição do que é importante para o telespectador, o ouvinte ou leitor, ter como elemento de reflexão. A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2738145-EI6584,00.html

sábado, 5 de abril de 2008

irrelevante, mas é Beatles

Revelada identidade do 'eggman', citado em canção dos Beatles

LONDRES - Um documentário sobre os Beatles, que será lançado no fim do ano, revela um dos maiores mistérios da história da banda: a identidade do célebre "eggman", citado na música "I am the Walrus".
Trata-se de Ted O'Dell, que em 1967 trabalhava como distribuidor de ovos em Newquay, e encontrou com os Beatles em um pub desta cidade britânica.
Segundo publicou o jornal Daily Express, o encontro casual entre a banda de Liverpool e esse trabalhador de Newquay - cidade litorânea da região britânica da Cornualha - serviu de inspiração para John Lennon escrever a letra da canção, considerada uma das mais intrigantes da época psicodélica dos Beatles.
Em 1967, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e o próprio John Lennon se instalaram alguns dias nessa região para gravar o filme "Magical Mystery Tour". Foi em um desses dias que, tomando uma cerveja no pub The Sailor's Arms, os Beatles conheceram Ted O'Dell, que tinha então 20 anos, e lhes foi apresentado como o "homem dos ovos" ("eggman").
Após terminar as filmagens, os Beatles deixaram Newquay e, pouco tempo depois, lançaram o álbum "Magical Mystery Tour", no qual havia a canção "I am the Walrus", em cuja letra constavam os versos "I am the eggman/they are the eggmen" ("Eu sou o homem dos ovos, eles são os homens dos ovos").
Após mais de 40 anos, o documentário "Mystery Tour Memories", dirigido e produzido por David Lambert, resolve o enigma que sempre pairou sobre a origem e o significado do "homem dos ovos" da famosa canção.
O documentário, que chegará às lojas do Reino Unido no final deste ano, contém 15 minutos de imagens inéditas dos Beatles, feitas por turistas que estavam na Cornualha durante o verão de 1967.

05/04/2008

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/04/05/e05048219.html

Vídeo da música que está no álbum Magical Mystery Tour, que só perde pro Alucinação do Belchior

quinta-feira, 27 de março de 2008

proer x bolsa familia

depois de muito tempo sem postar no blog, resolvi colar aqui pra fazer uma comparacao.

eu preciso achar algum maluco lixo qualquer falando mal do assistencialismo, como ja é tradicao vou procurar algo sobre o famoso diogo mainardi no google, ja volto.

pronto, foi bem facil : "É igual ao Bolsa Família. O assistencialismo tem esse efeito perverso – produz párias, produz dependentes, tanto no cinema quanto na sociedade"

tem mais: "O assistencialismo rende votos aos políticos e imunidade aos criminosos"

dioguinho, como se pode notar,
é um critico ferrenho do assistencialismo. sabemos que tal opiniao é bem difundida entre nossos cidadaos classe-media.

eis que surge a duvida: todos que compartilham dessa opiniao se esqueceram de criticar tambem o
Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER), que nada mais é do que um assistencialismo aos amigos banqueiros.

ADENDINHOS:

1. (wikipedia) PROER é um programa brasileiro e tem a finalidade de recuperar instituições financeiras que estejam com problemas financeiros. (pra nao ter erro de alguem falar que nao seja assistencialismo)

2. o programa proer foi feito em 1995/96 --> governo fhc

*luquinhas, diretamente de araraquara

quinta-feira, 20 de março de 2008

São Paulo... ê São Paulo...

por Mino Carta.


Diatribe Paulistana

São Paulo é o recanto mais reacionário do Brasil, concordo plenamente. Sou um genovês paulistano porque de certa forma me acostumei. Mas a cidade mudou demais, aquela que conheci em agosto de 1946 era muito diferente, embora a semeadura da arrogância, a retórica da “locomotiva do Brasil” e da “metrópole que mais cresce no mundo” começassem a deslanchar. Eu era muito menino, não percebi. Um livro muito interessante, “Orfeu Extático na Metrópole”, de Nicolau Sevcenko, conta essa história e localiza o momento em que a terra das grandes greves organizadas pelos anarquistas e pelos socialistas sucumbiu diante da prepotência dos senhores de café e da indústria nascente. Início dos anos 20. Além do mais, São Paulo é feia, cada vez mais feia, e monstruosamente desigual. O atual prefeito Kassab esmera-se para tirar os postes da Oscar Freire, a rua das grifes, ou de refazer as calçadas da Avenida Paulista, enquanto a periferia, e até áreas menos plebéias, não têm esgoto e galerias de águas pluviais. Sem contar a presença avassaladora de um esgoto ao ar livre representado pelos rios Pinheiros e Tietê. De caso pensado, os donos do poder paulistano cuidaram de racionar os espaços públicos até a penúria absoluta. Houve tempo em que os habitantes iam ao aeroporto de Congonhas e, deleitados, entregavam-se à sublime diversão proporcionada por aviões que pousam e levantam vôo. Hoje vão aos shoppings, movidos pela sanha consumista, ignaros e manipulados, a desconhecerem a importância da praça onde o povo discute e enfrenta os problemas coletivos. E os senhores, cheios de empáfia provinciana na exposição de falsos refinamentos? Freqüentam a Daslu e a Expand, reúnem-se em happy hours clangorosos e pelos restaurantes de uma ridícula “capital gastronômica do mundo” onde é muito difícil comer bem, e pronunciam frases feitas, lugares comuns e banalidades, aprendidos na leitura do Estadão, da Folha, da Veja e de Caras.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Começo de temporada

Março de 2008, começo de temporada, o grupo ainda está desentrosado, o pessoal ainda não se estabilizou. É normal que o blog alterne altos e baixos. Aos poucos, a equipe ganha a "cara" do treinador. Tivemos algumas baixas, mas a diretoria já está providenciando reforços. A presença da torcida, que sempre dá um show à parte nos comentários, é muito importante.

Viva o UG!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Inspirados por Varela, o CQC vem ai

Segunda Feira, 17/03, estreia o programa CQC - custe o que custar, pela Bandeirantes.
Uma mistura de jornalismo com programa humoristico. Ja existe um trailler circulando pelo youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=DNEukLbxKas&eurl=http://marcelotas.blog.uol.com.br/

Nas palavras de Tas, lider da trupe:

"Sim, é um programa de humor e também um resumo semanal de notícias. A mistura que sempre acreditei: para entender este mundão sobrecarregado de informação só mesmo com as bençãos do humor. Mas sem perder a seriedade, já que os protagonistas das notícias- os poderosos de plantão- geralmente são os que estão neste mundo de brincadeira com a nossa cara."

Ao que parece, a ideia é semelhante ao antigo (e genial) personagem de Tas, Ernesto varella, o reporter cara-de-pau! Aquele que fazia as perguntas mais diretas e ousadas a pequenos e grandes personagens de nossa republica.
Fica aqui uma lembraça do mestre:

http://www.youtube.com/watch?v=ouD3VwhOZIw

domingo, 9 de março de 2008

Não é apenas mais um esporte bretão...

Um achado, esse texto mostra porque o futebol é o futebol, e nao qualquer outro esporte...

O Estádio Conde Rodolpho Crespi, conhecido popularmente por Rua Javari, é um templo sagrado do futebol paulista.



O campo do Juventus da Mooca já abrigou diversas partidas inesquecíveis, como o tão citado jogo em que Pelé marcou aquele que ele mesmo considera seu gol mais bonito - o que lhe rendeu um busto no local, odiado pelos torcedores do "Moleque Travesso" e colocado ao lado do de Clóvis, herói grená eterno.



Por conta da sua importância, e do papel histórico do Juventus na institucionalização do futebol profissional em São Paulo, até hoje a Federação Paulista permite ao clube da Mooca disputar campeonatos em um estádio sem iluminação - regalia que não é concedida a outros clubes do interior do Estado, por exemplo.



Quem já foi ao Estádio sabe que ali resiste o espírito de uma época em que o futebol era muito mais jogo e muito menos negócio.



Hoje, ao mesmo tempo em que Juventus e Noroeste fizeram ontem ali a partida de abertura do Paulistão 2008, em outros tantos campos do Estado continua seu curso a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Um campeonato que já foi, para muitos, um dos melhores momentos do futebol do ano todo.



Mas que hoje se transformou em um imenso supermercado de pré-jogadores.



Curiosamente, a Rua Javari não faz parte dos campos utilizados pela Copa São Paulo - o único estádio da capital utilizado no torneio (fora a finalíssima, que ocorre sempre no Pacaembu e que esse ano será no Morumbi por conta das obras no mesmo Pacaembu) é o Nicolau Alayon, de propriedade do Nacional Atlético Clube, principal rival do Juventus e que tem seu campo na Barra Funda, mas cujo espírito tradicional sucumbiu junto com o bairro - o que não aconteceu na Mooca.



Essa relação de oposição - criada pela minha cabeça - entre o campo do Juventus e a atual Copa São Paulo me fez pensar que pouco a pouco uma das poucas esferas de "resistência" do jogo em relação ao negócio, que é (ou era) o futebol amador, perde seu caráter lúdico e ganha mais "profissionalidade", que deixa o jogo chato de assistir e de jogar. O desinteresse dos mais velhos pelos torneios de juniores reflete isso: nem mais entre os juniores é possível para eles ver resquícios do futebol de antigamente, tão cheio de placares elásticos e jogadas memoráveis.



A questão que me incomodou e me inspirou a escrever a coluna de hoje deriva disso: aos espectadores mais jovens, a idéia de que o futebol é apenas isso, negócio desinteressado e sem paixão, acaba por maturar desde cedo, ou na “alma infanto-juvenil” (se é que isso existe) a vontade de brincar e a representação de heróis e ídolos que vestem a camisa do time do coração por amor ainda consegue falar mais alto?



Coube ao Ugo Giorgetti responder - parcialmente - isso pra mim:



O Corinthians nos olhos do menino

Por UGO GIORGETTI*

16/09/2007



Domingo último pela manhã, passando pela rua Javari vi, na frente do estádio do Juventus, um pequeno movimento que indicava jogo.



Entrei pensando que se tratasse de um jogo do Juventus.



Não era.



Iam jogar Corinthians e Noroeste, com seus times que em outros tempos eram chamados de juvenis ou coisa parecida.



Não tenho idéia de por que essas equipes iam jogar no campo do Juventus, e isso também não importa.



Os times entraram em campo, sob um sol terrível, e pelos aplausos e comentários pude reparar nos corintianos presentes.



A rua Javari é um estádio em que não há anônimos, não há multidão informe.



Você pode observar as reações de cada torcedor.



É como no cinema ou no teatro. Há de fato, nas arquibancadas da rua Javari, qualquer coisa do clima dos enormes cinemas de bairro, de antigas matinês de domingo, alguma coisa perdida para sempre, muito difícil de definir.



Bom, quanto ao jogo pouco a dizer.



Os garotos pareciam tentar desesperadamente jogar como os adultos no que estes têm de pior.



Poucas jogadas individuais, marcação forte, carrinhos e chutões.



Claro que havia alguns garotos em que se podia sentir a habilidade, mas desapareciam sob a marcação implacável.



Pude então me voltar para os espectadores, que talvez fossem mais interessantes que o jogo.



Chamou imediatamente minha atenção uma dupla: um menino de uns oito anos e um senhor ao lado, pela idade, o avô.



O velho estava recostado indolentemente olhando o jogo, não com desinteresse mas com certo, digamos, distanciamento.



Como se olhasse o jogo do alto da sua idade.



O menino não.



Torcia, como se estivesse no Pacaembu, num grande jogo.



E de repente o Corinthians fez um gol.



O velho apenas se mexeu, mas o garoto vibrou, pulando e gritando.



Me ocorreu que, para aquele garoto, o Dualib, a Polícia Federal, a MSI, os trambiques e negociatas não significavam nada.



Diante dele não estava o clube comentado nas reportagens policiais, com dirigentes estampados nos noticiários de tv, tendo de explicar o inexplicável.



Diante do garoto, ali no campo, estava o Corinthians.



Tenho certeza que nem lhe passava pela cabeça que aquele era apenas o time de base, o juvenil.



Que aquele jogo talvez não tivesse nenhuma importância na trajetória desse clube cheio de tradição.



O que ele via era a camisa branca, os calções pretos.



Era o Corinthians mitológico, eterno, que passa de uma geração para outra.



Quando o jovem jogador ainda desconhecido fez o seu gol o garoto vibrou como se fosse do Rivellino, do Sócrates, do Tevez.



E eu também compreendi que mesmo num pacato domingo de manhã, mesmo com o time juvenil, ali estava o Corinthians.



O menino continuava sem tirar os olhos do campo.



O velho continuava olhando o jogo de longe.



Pode ser que ele, sim, estivesse pensando no Dualib e no Kia, e no que aconteceu com seu clube.



Mas pode ser também que,pelo menos por alguns momentos, olhando os jovens jogadores no campo,ele tenha pensado em Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mário, que talvez tenha visto mais de cinqüenta anos atrás na mesma rua Javari.



Sempre o Corinthians, na memória de uns, no imaginário de outros, mais forte que os fatos.



O velho chamou o vendedor que vestia um garboso jaleco grená com um J bordado no peito.



Dividiram o amendoim torrado, o garoto sem conseguir desviar os olhos da partida.



Vi que o Corinthians estava salvo.



*Ugo Giorgetti escreve no Estadão aos domingos, é diretor de cinema (autor de "Boleiros", por exemplo) e...palmeirense.

sábado, 8 de março de 2008

Lucy in the sky...

Professor: Moisés agiu sob efeito de alucinógenos


O profeta Moisés estava sob efeito de poderosos alucinógenos quando desceu o Monte Sinai e apresentou ao povo judeu os Dez Mandamentos, afirma Benny Shanon, professor do Departamento de Psicologia Cognitiva da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Em um artigo provocador publicado esta semana pelo Time and Mind, um jornal dedicado à filosofia, Shanon considera que o consumo de psicotrópicos fazia parte dos rituais religiosos dos judeus mencionados pelo livro do Êxodo na Bíblia.

"Em relação a Moisés no Monte Sinai, trata-se de um acontecimento cósmico sobrenatural no qual não acredito, ou de uma lenda na qual também não creio, ou, e isso é muito provável, de um acontecimento que uniu Moisés e o povo de Israel sob o efeito de alucinógenos", afirmou o professor à rádio pública israelense.

"A Bíblia afirma nesse sentido que 'o povo vê sons' e esse é um fenômeno muito clássico, por exemplo na tradição da América Latina, onde se pode 'ver' a música", acrescentou.

Também mencionou os exemplos da sarça ardente e da Árvore do Conhecimento no Jardim do Éden, indicando que, nos desertos do Sinai egípcio e do Neguev israelense, há ervas e plantas alucinógenas que os beduínos ainda utilizam.

De acordo com o professor Shanon, as sociedades tradicionais xamânicas utilizam alucinógenos em seus ritos religiosos. "Mas essa utilização está submetida a regras muito estritas", explica.

"Fui convidado em 1991 para uma cerimônia religiosa no norte da Amazônia, no Brasil, durante a qual provei um preparado feito com uma planta, a ayahuasca, e tive visões de conotação espiritual e religiosa", acrescentou.

Segundo este pesquisador, os efeitos psicodélicos das bebidas preparadas com a ayahuasca são comparáveis aos produzidos pelas bebidas fabricadas com o córtex da acácia. A Bíblia menciona esta árvore freqüentemente, e sua madeira é parecida com a que foi utilizada para talhar a Arca da Aliança.